sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Vida familiar na Islândia, em casa de russos (airbnb)

Foi muito engraçado chegar à Islândia, num dia de nevão, em Fevereiro de 2018. Não sabíamos, eu e a minha magnífica companheira de viagem, ao que íamos. Mas isso faz sempre parte da aventura. No nosso caso, deparámos com uma família que nos achou completamente doidas por termos abandonado o ameno Portugal para entrar no universo gélido. São duros os russos. Mas enternecedores, de algum modo - pensemos, por exemplo, em Dostoiévski, n'O Jogador. Atrevi-me a tirar esta foto doméstica, como uma espia maldosa que divulga segredos do KGB. Mas foi o gato que me apanhou. Claro que pensei que ali havia gato.

Trataram-nos muito bem e tive a oportunidade de lhes cozinhar um jantar Português, à minha moda: émincé de frango na sua cama de arroz salteado com legumes da eira. Para quem comia flocos, dia e noite, foi um manjar dos deuses. E para nós também, necessitadas que estávamos de uma refeição a sério e quente.

Seis dias que aqui passei valeram uma vida. Afinal, o tempo é um número: pode ser lento, rápido e intenso, de acordo com as circunstâncias e com a sensibilidade dos intervenientes.

Bendito desejo de ir mais além, superando, a passos de formiga, o caminho que nos separa daqui a esse tal além.








quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Chegada a Goa, num comboio-cama

Um episódio assaz diferente da regularidade que acontece, estando centrados na nossa poltrona favorita, foi a chegada de comboio a Thivim, porta aberta para Goa. Gostei de Bombaim de uma forma estranha, é certo. Nunca tinha pisado a Índia, o que, para mim, foi uma grande emoção, já que era um sonho antigo fazê-lo. O que se passa é que o sonho ultrapassa muitas vezes a realidade. No meu caso, sempre aberta à aventura, achei que Goa seria o harém da felicidade. As sensações foram constantes. Mas a "minha" Goa e a "minha" Índia foram completamente inesperadas. Tratava-se do princípio de uma grande viagem de 30 dias. Nunca desistiria mas chorei com pena. Aqui, ainda nem sequer me passava pela cabeça as decepções que iria ter. Mas houve outras coisas que adorei. Um dia, vou escrever sobre o que verdadeiramente adorei. Vou explicar porquê. Se bem que este blogue não tenha o intuito de influenciar seja quem for. Sou professora e educadora. Sou actriz, também. Hoje em dia, muitos miúdos querem ser "influencers", como me relatam. Este blogue não é para eles. Este blogue é para ti, que me lês. Não acredites em mim, porque a minha opinião será sempre tendenciosa.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Fila indiana






Esta foto não é, de todo, representativa do conceito deste artigo. A fila indiana pura e simplesmente não se aplica na Índia. De início, o viajante menos experimentado, pode achar as pessoas locais de pouco bom-tom ou até boçais. De facto, estar numa fila indiana na Índia significa estarmos literalmente amassados uns contra os outros. Aí, não há nehuma discriminação sexual. É-se literalmente atabafado pelo mais "espertalhão". Imagine-se a minha luta para marcar viagens de comboio, com distâncias consideráveis. Além das "bichas disformes", o problema era os escroques. Mas era sobretudo o cansaço que de mim se apoderava, pelo alongar das horas que duravam as viagens importantes. Atenção: na Índia, ninguém respeita o lugar na bicha. Há que lutar pelo mesmo. Com paciência. Namasté. Na imagem, Jaipur Backpackers Guest House, que recomendo vivamente.

sábado, 18 de janeiro de 2020

Pode pensar-se que adoro o frio. E não é de todo mentira, porque ele dá-nos paisagens destas. Vêm aí outras.

Por mares nunca dantes


Este ano de 2020, um dos meus planos era continuar a criar. Originei este blog nesse sentido e não quero perdê-lo, mesmo quando sinto que tudo está perdido. Por alguma razão, isto se chama "por um fio". Nunca sei se estou aqui, se estou ali. Mas é importante planear. Disso já não tenho dúvidas. Há mais viagens para vir. Dentro ou fora, aqui estarei para que conste. Prometo. Esta foto é da minha viagem à ìndia, ao templo hindu de Bombaim.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

confesso que anseio por outros pores do sol. confesso a minha auto-indulgência. confesso que me espanta a minha ousadia. confesso que me admira que os meus sonhos mais antigos estejam finalmente em vias de realização. a preparação é igualmente surpreendente. quer dizer, quase que não acredito que me estou a apaixonar pelo meu presente. tudo flui como óleo sobre pele quente. índia. aqui vou eu.