sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A última viagem do pai




Arranjo finalmente coragem para falar da última viagem do meu pai, um momento muito bonito e infinitamente triste. Foi em 2015, era Agosto. Almoçámos num restaurante local e fomos depois clandestinamente dizer poemas em homenagem a ti, deitando as tuas cinzas ao mar, com as próprias mãos, coisa bela e macabra. A praia do Pedrógão, que tanto amaste e eu também, estava linda e deserta. Titubeantes avançamos em direcção ao limite sem limite do oceano Atlântico profundo. Era a hora. Até já ou até nunca são expressões que não definem o amor e o desespero…

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